A relação entre DSTs e fertilidade é uma das possíveis manifestações em termos de problemas de saúde para quem as têm.

Além da infertilidade, essas doenças, se não identificadas e tratadas a tempo, têm consequências que agravam a saúde do paciente de diferentes formas, podendo levar à morte.

Porém, quanto mais cedo ela for diagnosticada, maiores as chances de sucesso no tratamento. Por isso, destacamos a importância da realização de exames de rotina, além, claro, das formas de prevenção.

Para saber quais são os principais tipos de DSTs, seus desdobramentos e como elas interferem na fertilidade, preparamos um texto para tirar as suas dúvidas referente a este assunto de extrema importância.

Desejamos uma boa leitura!

O que são DSTs?

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças causadas principalmente por meio de uma relação sexual desprotegida com uma pessoa que esteja infectada.

Também é importante considerar outras formas de contágio de DST, que podem ser por meio de transfusão de sangue contaminado e no compartilhamento de objetos injetáveis, como seringas e agulhas.

Algumas DST, como a AIDS e a Sífilis, podem ser transmitidas também de mãe para filho. Caso a mulher esteja contaminada, a transmissão se dá de três diferentes formas:

  • Ao longo da gestação, podendo causar sua interrupção e danos ao feto;
  • Durante o parto, comprometendo a saúde da criança;
  • Por meio da amamentação.

Além disso, entre os sinais das DST, estão feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas na região pélvica. Porém, nem todas as DST apresentam sintomas, o que torna seu diagnóstico difícil e tardio, podendo gerar graves complicações.

Por isso, pessoas que por algum momento se tornem suscetíveis a se contaminarem com algum tipo de DST devem procurar o serviço de saúde urgentemente e realizar os exames indicados.

Tipos mais comuns de DST

Entre os diferentes tipos de DST, as patologias mais conhecidas são:

  • AIDS

A AIDS é causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Essa infecção sexualmente transmissível ataca o sistema imunológico, que defende o organismo de ameaças.

Além disso, os sintomas da AIDS variam de grau, dependendo do tempo em que o vírus permanece no organismo. Com o passar do tempo, esse ataque compromete todo o sistema imunológico e diminui drasticamente a imunidade.

Nesse sentido, o tratamento da AIDS é realizado por meio de medicamentos antirretrovirais, que, se usados regularmente, ajudam a impedir a multiplicação do HIV e a evitar o comprometimento do sistema imunológico.

Dessa forma, sem tratamento adequado, a doença pode acarretar em complicações grave de saúde, como tuberculose, toxoplasmose, hepatites e até alguns tipos de câncer.

  • HPV

O HPV é um vírus que infecta a pele ou mucosas. Ele provoca verrugas na região genital e anal, e pode acometer áreas como vulva, vagina, ânus e pênis. Dependendo do tipo de vírus, pode haver também a manifestação de câncer.

Além disso, esse vírus é particularmente perigoso para as mulheres. O HPV é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero.

Além do uso de preservativo, uma importante forma de prevenção contra a HPV é a vacina, indicada para pessoas que não contraíram a doença.

  • Sífilis

A sífilis é uma DST curável, mas que pode ser apresentada em diferentes estágios. Quanto maior o estágio, mais danos ela pode levar à saúde.

Nesse sentido, seus primeiros sintomas se constituem de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria – geralmente, na região genital, anal ou oral. Caroços na virilha podem acompanhar essa ferida.

Se não tratada a tempo, por meio da aplicação de penicilina benzatina em um posto de saúde, pode evoluir para lesões na pele, nos ossos e no sistema cardiovascular.

  • Gonorreia

Esta infecção sexualmente transmissível é causada por uma bactéria que atinge órgãos genitais, garganta e olhos.

Nesse sentido, é comum que essas infecções não apresentem sintomas, dificultando seu diagnóstico. Nesse sentido, quando há a manifestação de sinais, dá-se por meio do corrimento vaginal com dor no baixo ventre, para a mulher; e corrimento e dor ao urinar, para o homem.

A forma comum de tratamento da gonorreia deve ser realizada em um posto de saúde, por meio de uma injeção de ceftriaxona e azitromicina.

Relação entre DSTs e fertilidade feminina

As DSTs podem atrapalhar a fertilidade feminina de diferentes formas. Sua manifestação pode prejudicar o desenvolvimento da gravidez e causar a infertilidade.

Dessa maneira, quando uma DST não é diagnosticada e tratada em um curto espaço de tempo, esses sintomas podem comprometer a tuba uterina da mulher. A tuba uterina é por onde os espermatozoides passam para encontrarem o óvulo.

A inflamação ou danificação da tuba uterina, que gera a dificuldade de transporte do embrião, pode acarretar em uma gestação fora do útero – a chamada gravidez ectópica, a qual o feto se desenvolve no lugar errado e não sobrevive.

Além disso, outro caso em que a DST afeta a fertilidade feminina é por meio da manifestação de pequenos tumores na tuba uterina e no ovário. O tratamento resulta em suas respectivas retiradas, que comprometem uma possível gestação.

Dependendo do caso, a mulher infértil e portadora de uma DST pode recorrer a métodos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. Portadores do vírus HIV devem passar por exames para detectar o grau de infecção.

Relação entre DSTs e fertilidade masculina

No homem, a manifestação de uma DST no organismo também pode comprometer sua fertilidade, por meio de consequências como a infecção dos canais da urina, próstata e epidídimo, comprometendo a qualidade do sêmen e o amadurecimento dos espermatozoides.

Formas de prevenção

A recomendação mais eficaz de evitar o contágio de uma DST é o uso do preservativo nas relações sexuais, assim como evitar o compartilhamento de seringas e agulhas.

Além disso, em caso de suspeita de contaminação de alguma DST, é extremamente importante procurar um serviço de saúde para garantir o diagnóstico e o tratamento adequado.

Em todo caso, é imprescindível a realização de exames de rotina, porque, por meio de uma identificação precoce de alguma DST, o tratamento se torna mais eficaz. Inclusive, é possível não evoluir para um quadro de infertilidade.

DSTs e fertilidade: considerações importantes

As DSTs se caracterizam em diferentes patologias, mas todas elas acarretam em graves desdobramentos ao organismo da mulher e do homem. Dessa forma, casos avançados da doença resultam em consequências como infertilidade e câncer.

Por isso, a melhor forma de evitar o contágio de uma DST é por meio de uma relação sexual protegida com o uso de preservativo e realizar exames de rotina periodicamente.

Além disso, a relação entre DSTs e fertilidade, para mulheres e homens portadores de DSTs, também diz respeito à atenção ao tratamento adequado. Algumas doenças são de rápida resolução; já outras, persistem no organismo. O tratamento regular resulta em melhor qualidade de vida do paciente.

Fonte: Nilo Frantz Medicina Reprodutiva

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